A ação humana sempre visa substituir um estado de coisas menos satisfatória por um estado mais satisfatório. Por isso existe a tendência para possuir mais bens a menos bens. Para alcançar esses bens é necessário tempo, como o tempo é escasso a preferência temporal para possuir esses bens é sempre o tempo mais próximo do presente ou o futuro mais próximo. Mas e se o tempo fosse infinito? Se vivêssemos para sempre? Não precisaríamos nos preocupar com o tempo, precisaríamos nos preocupar apenas com a quantidade de bens, ao invés de trabalhar pra comprar algo, poderíamos passar décadas ou séculos construindo esse algo diretamente, afinal, se o tempo fosse infinito, não faria diferença alguma o tempo em que conquistaríamos esse bem. Uma maior preferência temporal significa que a visão está orientada para o presente, quanto menor a preferência temporal, maior é a inclinação para o futuro.
Um homem só troca um bem presente por um bem futuro se esperar um aumento da sua quantidade de bens futuros. É daí que surge o fenómeno do juros. Pessoas deixam se abstêm de gastar no presente e poupam. Essa poupança é alocada para investimentos em bens de capital ou para emprestar para alguém que queira comprar bens de capital. As duas maneiras proporcionam um retorno futuro que é mais satisfatório do que seria se não houvesse poupança.
A preferência temporal pode ser alterada por eventos externos, biológicos e institucionais:
Eventos externos são fenômenos físicos naturais só alteram a preferencial temporal se puderem ser previstos. Vamos supor que é previsto que cairá uma chuva de comida, todos os indivíduos comerão tudo que já possuem, não vão precisar poupar para o futuro, pois mais comida vai estar disponível. O contrário também acontece, se for prevista uma seca de 7 anos onde nada será produzido, a maioria vai poupar o máximo que puder para o período de escassez.
Fatores biológicos estão ligados principalmente a idade dos indivíduos. Uma criança quer comer todos os doces o mais rápido possível pois não consegue entender que aquilo se causará mal. Na medida que o indivíduo cresce e amadurece, ele começa a pensar mais nas consequências futuras das suas ações. Na velhice o tempo é curto, então a tendência é parar de poupar e aproveitar a vida, entretanto ter filhos e pensar no futuro deles pode equilibrar a preferência temporal fazendo com que eles continuem poupando para os descendentes.
Fatores institucionais estão ligados diretamente com o próprio governo, que é o que será visto agora.
O acumulo de bens de capital gera aumento de demanda por mão de obra e por isso faz o preço do trabalho, ou seja, o salário aumentar. Salários mais altos fazem a qualidade de vida aumenta. Quando os indivíduos começam a imitar as pessoas bens sucedidas, começam a reduzir a preferência temporal e esse é o processo civilizatório.
A preferência temporal também tende a abaixar quando existe respeito à propriedade dos indivíduos, mas há roubo cometido por criminosos comuns ou por parte do estado a preferência temporal fica perturbada, afinal, por que poupar se eu vou ser roubado? É melhor consumir tudo agora. Há ainda outro impacto além de aumentar a preferência temporal: Passa a haver uma demanda por segurança que não existiria se não houvesse roubo. Ao invés de poupar e investir, os indivíduos passam a gastar dinheiro para se protegerem e retaliarem os criminosos.
Se as vítimas são autorizadas a se defenderem o efeito sobre a preferência temporal são temporários e não sistemáticos. Os serviços de proteção operando sob a lei da oferta e demanda e da concorrência fará com que esses serviços sejam aperfeiçoados e barateados.
A questão muda de figura quando os crimes são cometidos pelo estado pois ao contrário dos crimes cometidos por bandidos comuns, os crimes estatais são considerados legítimos e assim as vítimas não poder se defender. A vontade de produzir é reduzida se você sabe que vão roubar uma parte do que você vai produzir. Por causa dos impostos, inflação e regulações, a preferência temporal é afetada sistematicamente. O crime comum ocorre de tempos em tempos por tanto há tempo para aprimorar os mecanismos de defesa. Já os crimes do estado, são contínuos. Um ladrão rouba e foge, o governo rouba e continua acompanhando a vítima. As agressões se tornam institucionalizadas. Ao invés de pensar no lucro total quando algo é produzido, esse lucro passa a ser reduzido pelos impostos e a produção se torna menos atrativa.
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Democracia, O deus que falhou - Capítulo 1: Preferência Temporal 1/2 (Leitura comentada) liberdade liberdade | |
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| Education | Upload TimePublished on 18 Nov 2018 |
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